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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Professores vencedores do concurso "Aprender e Ensinar -Tecnologias Sociais" estão participando do Fórum Social Mundial

Olá Gente!
 
Algumas dessas tecnologias socias parecem ser bem simples, mas seus resultados são profundos, acho que vale a pena pesquisar mais.
 
Abraços 
 
Vencedores do Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais apresentam seus projetos no FSM do Senegal
por Revista Fórum
 
Os cinco professores vencedores do concurso realizado pela Revista Fórum e a Fundação Banco Brasil - Aprender e Ensinar -Tecnologias Sociais - estão em Dacar, no Senegal, participando do Fórum Social Mundial. Eles trazem à África a experiência de seus projetos que utilizam tecnologia social na educação. As iniciativas premiadas foram selecionadas no Concurso que recebeu cerca de 3.200 inscrições de todo o País.

Na tarde desta segunda-feira, 7, os educadores apresentaram seus projetos, despertando curiosidade e interesse. Vencedora pela região norte, Cristina de Melo, da Escola São Bendito, desenvolve um projeto de resgate da identidade cultural com os estudantes da Ilha de Marajó (PA). "Trata-se de um registro da memória cultural através da oralidade e contação de histórias", disse. Com o projeto, os alunos buscavam com as pessoas mais idosas da região, as tradições locais. Com isso, lendas, cantigas e rimas marajoaras foram resgatadas e agora o objetivo e transformar o material em um livro.

Pela região sul, a professora de geografia Inês Lourenço Augusto, do Colégio Estadual Tiradentes, trouxe ao Senegal o projeto "Cada nascimento, uma árvore", realizado em Uruarama (PR). A ideia é simples, mas para executá-la são necessárias parcerias. Como o nome diz, quando nasce uma criança na cidade, os pais recebem de presente uma muda, com um cartão orientando que ela seja plantada. Há indicação de praças e lugares públicos onde isso pode ser feito para quem mora em apartamento e quem vive em casa pode usar o quintal. Trata-se de um projeto multidisciplinar. Os alunos produzem as mudas na aula da ciência, poemas, na de português, a embalagem e cartão, na de artes.

O professor José Siqueira, de Vera Cruz (RN), vencedor pelo nordeste, explicou o seu projeto que utiliza o resíduo da mandioca, a manipueira. Principal atividade econômica do agreste, esse resíduo estava causando danos ambientais à região. A idéia foi reaproveitar o resíduo, um líquido amarelo de aspecto leitoso. Com o projeto, ele é agora utilizado como fertilizante. "os alunos foram agentes dentro do processo", explicou o professor, que leciona na Escola Municipal Filomena Curcio Cabral.

Já a carioca Marilúcia Ferreria da Silva, do Pólo de Educação pelo Trabalho Fernando de Azevedo, desenvolveu com seus alunos o projeto Banco Verde - Bazar Verde. Os estudantes trocam materiais recicláveis por uma moeda verde. Com a venda dos resíduos, a verba arrecadada é utilizada para incrementar o bazar, que só aceita a moeda verde. Parte dos recicláveis é usada na oficina de artesanato. Segundo a educadora, foi possível mudar a relação dos alunos com o lixo, que pode ser uma matéria-prima.

No maior assentamento da América latina, a professora Rosemeire da Silva, da Escola Estadual Prof. Carlos Pereira da Silva e vencedora da região centro-oeste, contou a experiência que levou a agroecologia para a escola. Com a parceria da Embrapa, foi criado uma espécie de laboratório a serviço da comunidade desse tipo de agricultura, que descarta o uso de agrotóxicos. Muitas famílias já reproduzem o sistema em suas terras. Para Rosemeire, esse é o papel da escola: se envolver com a comunidade.

Multiplicar boas práticas

"Levar a tecnologia social para dentro da escola é uma das melhores formas de disseminar seu conceito", sustentou Jorge Streit, presidente da Fundação Banco do Brasil. A instituição tem um importante trabalho de apoio ao uso de tecnologias sociais, com o financiamento de projetos. O PAIS (Projeto Produção Agroecológica Integrada Sustentável) é um deles. No FSM, a Fundação construiu um PAIS para apresentar essa tecnologia social aos participantes do Fórum, em especial aos das organizações africanas. Foi ao lado do PAIS, numa roda com pessoas sentadas em troncos à sombra de uma arvore, que aconteceu a conversa entre os professores brasileiros e os participantes do Fórum. Uma das participantes resumiu a atividade da seguinte forma: "Foi uma atividade linda, completamente freiriana e no melhor espírito do Fórum".

Essa foi a segunda edição do Concurso Aprender e Ensinar - Tecnologias Sociais. Na primeira edição, cinco professores participaram do FSM de Belém (PA), em 2009. Para o próximo ano, o objetivo é disseminar ainda mais o Concurso. "Queremos disseminar o uso de tecnologia social porque assim vamos ajudar a desenvolver de forma sustentável o nosso País", ressaltou o diretor da FBB Eder Melo. "Temos agora uma construção com o Banco do Brasil no sentido de ampliar o próximo prêmio, com a ajuda das prefeituras", disse.

Fonte: Fundação Banco do Brasil

www.fbb.org.br



 

 

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