domingo, 24 de outubro de 2010

Economia Solidária: Profº Glayson Ferrari

Olá Gente!

Foi muito boa a aula do Profº Glayson, tanto a questão da segurança do conteúdo, quanto as experiências como consultor da Visão Mundial, da Unesco, e principalmente os "causos reais" de intervenção solidária foram marcantes.

Em tempos de Congresso de Lausanne, dá até para pensar que a questão da missão integral em algumas esferas ainda esta no "o que é?", mas em muitos campos, o importante é o "como fazer?". Economia Solidária é um caminho viável.

Deixo registrado abaixo, as exigências para o trabalho referente a análise de dois textos solicitados pelo profº Glayson.

Abraços

Lauberti Marcondes

http://diaconia-integral.blogspot.com/


TRABALHO

01. O(a) aluno(a) deverá realizar uma análise crítica dos textos "Negócios Sustentáveis e Desenvolvimento" e "Comércio Justo",
02. Se requer uma análise para cada texto proposto;

03. O trabalho deverá ser apresentado com uma capa contendo os dados principais do aluno, do curso e da atividade, em seguida deverá conter a análise dos textos, que deverão estar identificadas, de modo a permitir que o professor identifique qual texto está em questão;

04. Cada análise de cada texto deverá respeitar o mínimo de 2 páginas e o máximo de 3 páginas;

05. Os trabalhos deverão ser entregues digitados. A página deve ser no formato A4, letra Times New Roman, tamanho 12 e espaço 1,5 entre linhas, as margens esquerda e direita devem ter no máximo 2,0, igualmente para as margens superior e inferior;

06. O prazo máximo para entrega da atividade, tanto na secretaria da escola, como por email, é até o dia 10 de novembro de 2010. 30 dias corridos após o envio deste email. Os trabalhos deverão ser entregues na secretaria e por email, não é opcional entregar apenas na secretaria ou somente por email;

07. Cada análise de texto valerá 35 pontos, totalizando 70 pontos. 30 pontos foram distribuidos de acordo com a participação dos(as) alunos(as) nas aulas dos dias 08 e 09 de outubro, conforme mencionado anteriormente nas informações enviadas aos alunos junto aos materiais de conteúdo da disciplina. A avaliação constará de verificação lógica da crítica, foco da análise, argumentação e embasamento, além de estrutura e forma da língua portuguesa.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

3º Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial - aberto diálogo global pela internet

Ola Gente!
 
O Comitê Lausanne para Evangelização Mundial abriu um espaço na internet para diálogos sobre os principais desafios da missão cristã contemporânea. Todos podem participar. Chama-se Conversa Global Lausanne (CGL), e o site é http://conversation.lausanne.org/pt

A ferramenta, com tecnologia semelhante à das redes socais, enfatiza reflexões sobre as questões atuais e o papel da Igreja no mundo. Já é possível iniciar conversas em, pelo menos, oito idiomas, inclusive o português.
 
Gente,  é muito legal. Eu já me inscrevi. Você pode se conectar com pessoas de todo o mundo, pois tem um tradutor online. Postei um artigo sobre "A importância da Diaconia para a Missão" (Missões Urbanas, Escrituras e Missão) e respondi um artigo da norte-americana Lindsay_Olesberg sobre "para onde estamos indo" (Estudo de Efésios).
 
O diálogo global está sendo considerado um importante recurso para o 3º Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial Cape Town 2010 (Lausanne III), na África do Sul. Durante o congresso, vídeos de cada sessão serão divulgados dentro da CGL, permitindo que cristãos de todo o mundo comentem ou respondam, o que, consequentemente, irá influenciar o evento. O congresso, que será realizado em colaboração com a Aliança Evangélica Mundial, pretende reunir cerca de 4 mil líderes de mais de duzentos países, de 16 a 25 de outubro de 2010. Cerca de noventa brasileiros estarão presentes, como convidados especiais, mas já sabemos que existe um movimento dos "sem-convite", que também irão para a África.

Abraços
 

 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aula do Pr. Hsiung sobre a Igreja Local e Missão

Olá Gente!

O Pr. Hsiung é um ser humano fantástico e um servo de Deus comprometido com os valores do Reino. Sua clareza a respeito da Missão da Igreja no mundo e seus testemunhos a respeito de suas experiências com as Agências Missionárias Kairós, AME e nos últimos 7 anos com a Missão Servos, enriqueceram muito a vida dos alunos. Vou destacar quatro pontos:

1) A influência do pensamento grego sobre a teologia cristã, criando uma dicotomia entre o sagrado e o secular, entre o material e o espiritual, entre a alma e o espírito, entre a semana e o domingo.

2) O diminuto impacto que a presença massissa das igrejas do Brasil, EUA e Coréia do Sul produziram nos últimos anos em seus respectivos países, com um estilo de vida descomprometido, consumista e parcial do Evangelho de Cristo.

3) A chamada para uma missão e discipulado ENCARNACIONAL, que fixe raízes e estabeleça relacionamentos profundos com as pessoas com quem se pretende alcançar e treinar.

4) Um comentário atualizadíssimo do Pacto de Lausanne, ponderando seus avanços teológicos e a timidez da igreja em vivencia-lo.

O Pr. Hsiung é um dos 90 líderes brasileiros convidados a participar do Congresso Internacional de Evangelização Mundial na Cidade do Cabo, sob os auspícios da Comissão de Lausanne.

sábado, 4 de setembro de 2010

Voto Consciente

Olá Gente!
 
Esta é uma mensagem para quem considera o exercício da cidadania importante, mas que, assim como eu, precisa crescer muito nestas questões.
 
Evidentemente, o exercício da cidadania refere-se a uma prática cotidiana, onde a defesa dos direitos, a conservação ambiental, a melhoria da educação, a proteção das crianças e adolescentes, a segurança, o emprego e tantas bandeiras que aparecem nos períodos eleitorais são conquistadas pela conjugação de esforços do governo, das empresas, do 3º setor, e principalmente dos esforços do povo. Entretanto, é incrível como grande parte da classe política e dos governantes deste pais, tenta manter uma visão distorcida da DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, dando a entender que o direito do voto encerra a participação popular.
 
Neste sentido é importante ler o comentário de J. J. Rousseau, sobre a farsa da democracia representativa inglesa: "Os deputados do povo não são, pois, nem podem ser os seus representantes; são simples comissários, e nada podem concluir definitivamente. Toda lei que o povo não tenha ratificado diretamente é nula, não é uma lei. O povo inglês pensa ser livre, mas está redondamente enganado, pois só o é durante a eleição dos membros do Parlamento; assim que estes são eleitos, ele é escravo, não é nada. Nos breves momentos de sua liberdade, pelo uso que dela faz bem merece perdê-la."
 
No entanto, a Constituinte de 1988 combinou na Carta Magna da população brasileira, tanto a representação democrática (eleição de parlamentares) quanto a participação direta do povo, tendendo, pois, para a democracia participativa, e por isso é chamada de "Constituição Cidadã". 
 
Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: [...]

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com igual valor para todos, e, nos termos da lei, mediante:

I – plebiscito; II – referendo; III – iniciativa popular.

É certo que precisamos crescer muito como nação para um exercício mais pleno de uma democracia participativa, mas isso não se dará apenas com nossa participação nas eleições. Não podemos imaginar que como povo, como nação, entregamos todas as nossas responsabilidades políticas e sociais a um grupo seleto de representantes públicos. Lembremos que a Lei do Ficha Limpa teve origem num projeto de iniciativa popular.
 
Agora, falando estritamente da participação cidadã nestas eleições, sabemos que é hora os salvadores da pátria, das celebridades e dos palhaços de plantão, aparecerem. Abaixo, estou indicando algumas pessoas a quem conheço, dotadas de capacidade para o exercício de um cargo público e que já tem uma história de compromisso com a melhoria das condições de vida da população. Neste momento, aproveito a avaliação da ONG Voto Consciente, para iniciar falando do meu amigo Bezerra Júnior, a quem eu tenho a grata satisfação de acompanha-lo por 3 legislaturas como vereador de São Paulo.  
 
Abraços
 
Lauberti Marcondes
http://diaconia-integral.blogspot.com
http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx?hl=pt-BR&tab=w0

Dep. Estadual - 45.321 Carlos Alberto Bezerra Júnior
Dep. Federal - 43.44 Roberto de Lucena
Presidente - 43 Marina Silva
 
 
Carlos Bezerra Júnior é o candidato com a  maior nota no levantamento da ONG Voto Consciente
 
A ONG, que fiscaliza os trabalhos da Camara Municipal de São Paulo, avaliou a atuação dos parlamentares que serão candidatos em São Paulo.
 
O estudo checou a frequência dos parlamentares no plenário e em votações importantes, analisou o impacto dos projetos; avaliou a coerência entre as propostas de campanha e o trabalho no mandato; e quis saber como estava a comunicação com o cidadão. Para tudo isso foi atribuida uma nota. E, Bezerra Jr obteve a mais alta delas: 7,57.
Bibliografia:
Carlos Alberto Bezerra Júnior, nasceu no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, bairro em que vive até hoje. É casado com a psicóloga Patrícia Gama e tem duas filhas: Giovanna e Giulianna.

Médico, com pós-graduação em Ginecologia e Obstetrícia, Carlos Bezerra Jr. trabalhou por mais de dez anos em ambulatórios e hospitais da rede pública de saúde, como o de Jardim Iva. Aos 40 anos, ele soma à sua experiência com ação social voluntária, acumulada na Fundação Comunidade da Graça, uma formação política sólida: Bezerra Jr. é graduado pela Escola de Governo da USP e pelo The Leadership Institute (EUA).

O vereador foi eleito pela primeira vez em 2000, na época, era o parlamentar mais jovem da Câmara, e reelegeu-se em 2004 com cerca de 38 mil votos, sendo escolhido como um dos melhores parlamentares da cidade, de acordo com a organização Voto Consciente. Em 2008, Bezerra Jr. reelegeu-se pela terceira vez consecutiva, com mais de 50 mil votos, resultado que o colocou entre os 10 vereadores com maior número de votos de São Paulo e o candidato evangélico mais votado do país.

Todas as iniciativas de Bezerra Jr. na Câmara são em prol da saúde pública e têm a marca da assistência social. Em seu primeiro mandato, o parlamentar criou leis como a do Passe Gestante (Lei 13.211), que garante transporte coletivo gratuito para que as grávidas não faltem aos exames pré-natal.

Como médico, o vereador percebeu que muitas gestantes não faziam as consultas prévias e morriam no parto ou concebiam bebês mortos por não ter dinheiro para pagar a passagem de ônibus. Essa medida, que é hoje o principal benefício do Programa Mãe Paulistana, da Prefeitura, vem sendo decisiva para a diminuição dos índices de mortalidade infantil e materna na cidade.

Além dessa iniciativa, outra que merece destaque é a que garante a presença de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), utilizada pela comunidade surda, em locais de grande afluência de público e oficializa a Libras em São Paulo (Lei 13.304).

Em seu segundo mandato, Carlos Bezerra Jr. liderou a bancada do PSDB na Câmara em 2007 e elaborou leis com grande impacto em São Paulo. É o caso da iniciativa que obrigou as casas de bingo - que então funcionavam sem restrição -, a colocar em suas entradas placas alertando sobre os perigos do vício no jogo (Lei 13.997) e da medida que elevou em quase 1000% a multa para os estabelecimentos que venderem bebida com qualquer teor alcoólico para adolescentes e jovens, além de prever a cassação do alvará de funcionamento desses locais (Lei nº14.450).

Outra lei de grande importância criada pelo parlamentar é a que criou o Programa Municipal de Conscientização e Combate à Violência Contra Crianças e Adolescentes (Lei 14.247). Ela define que, por meio de campanhas publicitárias e palestras, seja levada, para dentro das escolas, dos hospitais, das creches e de outros equipamentos municipais, uma série de informações sobre negligência, maus-tratos e violência na infância. O ponto mais importante da lei é a determinação para que todos os servidores municipais que lidam com criança sejam treinados para identificar nelas sinais físicos e psicológicos de violência.

Por causa dessa medida, Carlos Bezerra Jr. foi levado para palestrar sobre o assunto no Fórum Social Mundial de 2007, no Quênia, um dos lugares com mais alto índice de violência infantil no mundo.

Dando início ao seu terceiro mandato, o vereador foi reconduzido ao posto de líder da bancada do PSDB, a maior do Legislativo paulistano. De perfil dinâmico e participativo, Carlos Bezerra Jr. tem um trabalho consistente de envolvimento nas questões sociais que ultrapassa o âmbito da Câmara Municipal. Ele dirige o Instituto Agente, organização não governamental de orientação cristã que organiza, apóia e oferece assessoria a iniciativas de promoção social, como o Fórum Cristão Permanente de Ação Social, a Rede de Organizações Sociais Cristãs e o Projeto Fale.

O vereador é também o idealizador do "Usina 21 – Jovens, Idéias e Transformação Social", um dos principais eventos voltados à juventude evangélica, que ocorre anualmente e discute a participação dos jovens na sociedade.
 
 
Fontes:
1. Carlos Alberto Bezerra Junior
2. Democracia Participativa
3. ONG Voto Consciente
 


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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Seleção para aulas de reforço em favelas

Olá Gente!

Uma ONG esta selecionando recém-formados para dar aulas de reforço em favelas por até R$ 2.500

Estudantes recém-formados em cursos universitários podem participar da seleção da do programa Ensina! que é uma versão brasileira de projeto de sucesso implantado nos EUA e em mais 12 países, o 'Teach for America'.
Para participar, é preciso ter graduação completa. Não há limite de idade, mas o público alvo são recém-formados em qualquer área, que darão aulas de Português, Matemática, Ciências e Inglês, para alunos do 6º ao 9º anos do ensino fundamental.
 
As inscrições serão abertas dia 16 de agosto até 20 de outubro e devem ser feitas pelo site http://www.ensina.org.br/ .

sábado, 21 de agosto de 2010

Campanha BRASIL2010: Alcançar 20 milhões de pessoas

Ola Gente!

A AMME Evangelizar em comemoração aos seus 10 anos de ministério lançou a Campanha BRASIL2010 com o objetivo de alcançar 20 milhões de pessoas através de 10.000 igrejas no Brasil. Como se vê no artigo abaixo, apesar de já terem conseguido bastante coisa, eles precisam de mais pessoas envolvidas. Leia, se envolva, divulgue.

Abraços 

Lauberti Marcondes

http://diaconia-integral.blogspot.com


Desafio: Campanha BRASIL2010

O Senhor tem nos orientado a orar pelo crescimento de nosso ministério pedindo mais trabalhadores para nos ajudarem na grande colheita que estamos fazendo. Pensando nisso, quero convidar você a orar conosco de maneira bem específica, pedindo trabalhadores para nos ajudarem a vencer os desafios que estamos enfrentando nesse momento. Com a celebração dos 10 anos de fundação de nosso ministério, senti a direção do Senhor para fazermos algo ousado: envolver o dobro de igrejas que temos ajudado a cada ano e alcançar o dobro de pessoas que temos alcançado. Assim nasceu a campanha BRASIL2010, para alcançar 20 milhões de pessoas com a mensagem do Evangelho, envolvendo 10 mil igrejas. Nós estamos caminhando firmes nessa direção. Já cumprimos quase metade desse desafio e isso não é pouco. Treinamentos aconteceram em todo o Brazil, milhares de irmãos e igrejas já foram motivados, treinados e receberam material para evangelizar. Os testemunhos estão chegando e o Reino de Deus tem sido estabelecido. Mas ainda há muito o que fazer. A seara é grande e precisamos de trabalhadores. Ore conosco pelos trabalhadores que precisamos:

Articuladores: Irmãos bem relacionados com as igrejas de sua região, que se disponham a conversar com pastores e líderes de evangelização para informá-los da campanha e motivá-los a se envolverem. Pessoas que tenham fácil acesso aos meios de comunicação (internet, TV, rádio, jornais e revistas) e que se disponham a divulgar amplamente a campanha.

Facilitadores: Irmãos que amem e estejam qualificados para o ensino, que possam ser treinados para treinarem a outros, reunindo as igrejas de sua região e preparando-as para desenvolverem um trabalho de evangelização consciente e bem feito, para que alcancemos mais resultados.

Telemarketing: Irmãos que sejam hábeis na comunicação por telefone e que queiram nos ajudar nos contatos telefônicos, convidando igrejas para os treinamentos, articulando a retirada de materiais, solicitando relatórios, apresentando o ministério etc.

Transportadores: Irmãos que tenham transportadoras, caminhões, ou que disponham de combustível, para nos ajudar com o transporte de materiais em todo o Brazil, partindo de nossos armazéns em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.

Provedores: Irmãos que possam prover espaço para a armazenagem de nossos materiais mais próximo das igrejas que estamos atendendo. Precisamos de espaços com 10 m2, de fácil acesso, com pessoas que possam zelar e entregar os materiais às igrejas conforme as nossas autorizações de retirada.

Assistentes: Irmãos hábeis na digitação e rotinas de escritório que possam nos ajudar com o grande fluxo de lançamentos e documentos gerados pela campanha: cadastros, autorizações, notas-fiscais.

Ore ao Senhor conosco. Comunique a outras pessoas essas necessidades. Apoie trabalhadores que queiram nos ajudar. Disponha-se a cooperar com essa obra. Nós estamos fazendo a maior evangelização que o Brasil já viu. Junte-se a nós! Para oferecer ajuda em qualquer uma dessas categorias, entre em contato com os missionários Julio Cesar juliocesar@evangelizabrasil.com; Eduardo de Carvalho eduardocarvalho@evangelizabrasil.com; Saulo Piloto saulopiloto@evangelizabrasil.com. Para mais informações sobre a campanha BRASIL2010 [clique aqui]




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domingo, 15 de agosto de 2010

Consolo em catástrofes - Margaretha Adiwardana

Olá Gente, artigo interessantíssimo da Margaretha N. Adiwardana, coordenadora da Rede SOS Global, sobre uma teologia de ajuda em catástrofes baseado no livro de Jeremias
 
Abraços

Lauberti Marcondes
http://diaconia-integral.blogspot.com
http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx?hl=pt-BR&tab=w0

Por uma teologia de consolo em catástrofes

No livro de Lamentações de Jeremias

A ocorrência de catástrofes com grande amplidão de destruição exige a presença dos cristãos em socorro às vítimas. As vítimas ficam em choque ao perder, em questão de minutos, tudo que construíram nas suas vidas – casas, bens, às vezes alguém amado da família, e com a possibilidade de ficarem feridas ou adoecerem por condições insalubres, sem moradia, comida e nem água. O seu chão foi tirado. A terra, que deveria ser a base onde os pés se firmam, tremeu. A casa engolida por deslizamento de terra. A água limpa que traz vida e sacia a sede, trouxe a morte e destruiu os seus meios de sustento. Tudo que provê vida se torna incerto e traiçoeiro.

As pessoas ficam desesperadas e desesperançadas quanto ao futuro quando a base da sua vida foi eliminada. Perguntam-se o que foi que aconteceu. Como o Criador da natureza deixou isso acontecer? Quem é esse Deus? Muitos pensam que a mão de Deus pesa sobre eles. Em alguns casos, preferiram morrer junto com os seus amados e vendo o sonho da sua vida desaparecer diante dos seus olhos. Sentem-se culpados de não terem morrido juntos e por não conseguirem salvar os seus familiares. 

Ao prestar ajuda para sobreviver física e materialmente, é necessário também ajudar a retomar a vida com esperança, sem medo do futuro, nem amarguras contra o Criador, não perdendo a fé, mas se aprofundando na dependência de Deus. Mas como os socorristas podem acalmar o medo e apresentar respostas? Eles mesmos ficam abalados diante de tão grande sofrimento. Ajudam calados e chorando juntos. Falam de coisas irrelevantes para quem está com sofrimento atroz. Acabam apresentando a Palavra de Deus que aos ouvidos das vítimas soa como incompreensão, exigência, colocando mais fardo na condição delas. Alguns se mantém alheios. Outros julgam como punição pessoal e merecida de Deus.
     
O contexto do sofrimento necessita de compreensão bíblica, tentando entender do ponto de vista de Deus como diretriz da ação para ministrar de forma relevante. Um modelo seria o livro de Lamentações de Jeremias, que chorou ao ver a desolação de Jerusalém destruída, mas que não perdeu a esperança por se apegar na misericórdia infindável de Deus. Harrison comenta que "Soberania, justiça, moralidade, julgamento de Deus e a esperança da benção no futuro distante são temas que surgem com grandeza solene das cadências de Lamentações." Há muitas paralelas da situação mencionada por Jeremias. O sofrimento diante da destruição foi pessoal e coletivo, físico, material, emocional e espiritual (3:4-6). 

Lamentações 3

I. Necessidade de conhecer a época – contextos

1. Contexto de sofrimento: O livro inteiro menciona um contexto de grande sofrimento, destruição da cidade inteira e dos seus muros, crianças morrendo de fome, mães desesperadas, moças desoladas, jovens mortos e levados ao cativeiro, sem mais sacerdotes, nem profetas ou príncipes. Lamentações se faziam em situações de luto e aqui era luto nacional.

2. Contexto de grandes pecados como causa fundamental do sofrimento em geral. No caso em Lamentações, o pecado foi nacional e coletivo. Em catástrofes, há causas diretas e indiretas. As diretas seriam guerras e violências provocadas humanamente. As indiretas seriam a ganância e exploração que provoca extrema pobreza e o aquecimento global, a corrupção de uso de material de qualidade inferior nas construções que não aguentam em terremoto e chuvas pesadas. Há outras que parecem falha da natureza como as placas tectônicas que se movem. Fundamentalmente, entende-se que o pecado humano ao romper com o Seu Criador trouxe a consequência da entrada do mal no mundo. O que foi criado bom, agora desanda. Jeremias mencionou grandes pecados (1:8, 14, 18, 22, 3:42; 4:6; 5:7), falsos profetas (2:14; 4:13), inversão de valores de Deus - escárnio aos justos, de injustiça social - exploração dos que não podiam se defender, perversão de justiça e direitos humanos – criação de  Deus, iniquidade abundante e atos abomináveis contra o que é sagrado.  

3. Contexto de perigo sério, perigo de vida (vs.53-55) – de morte física e de morte espiritual.

II. Jeremias reconheceu Deus como Senhor soberano sobre todos os contextos, conheceu o caráter d'Ele e, portanto, reconheceu os atos d'Ele e seus desígnios.

1. Reconhecimento da soberania de Deus v.3:38 – mal e bem ("desgraças e bênçãos" NVI) procede do Altíssimo. Tsunami, dezembro de 2004 provocou muitas discussões se foi punição de Deus. Os muçulmanos atribuíram castigo de Allah por algo que o povo fez, os hindus e budistas fizeram sacrifícios para aplacar a ira dos deuses ou dos espíritos.
2. Reconhecimento do amor, compaixão, misericórdias infindáveis e fidelidade do Senhor (vs.22-23 – hesed, grande amor, "carinho", compaixões no plural para intensidade, com raiz na palavra rehem = ventre materno, a bondade amorosa se renova a cada manhã). É a razão de não sermos consumidos, de estarmos ainda vivos.
3. Reconhecimento da justiça de Deus que não tolera pecado (v.34-36 – exploração, maldade, injustiça, perversão do direito – situação brasileira e de muitos países).
4. Reconhecimento que Deus tem o plano de levar o homem ao arrependimento, permitindo sofrimento, trazendo-o à salvação. V.31-33 "não aflige, nem entristece de bom grado os filhos do homem". Hoje continuamos a ouvir casos de conversões pós-tsunamis, de indagação dos povos pós-guerras e sua afirmação de que só Deus pode interferir e mudar, só Jesus pode acabar com as maldades que o próprio povo está cometendo contra os patrícios. Harrison afirma que "o autor de Jó e o de Lamentações reconhecem que uma reação positiva ao sofrimento é um pré-requisito à maturidade espiritual. Esta percepção é a base para a expectativa de que após a tribulação virá restauração e bênção, por causa da bondade de Deus, para um povo que realmente estiver arrependido."

III. A nossa reação de entendimento e convicção da justiça e misericórdia de Deus, que quer levar todos à salvação, leva à ação.

· V.21 trazer à memória – "fará voltar ao coração", ao centro de afetividade, "o que pode me dar esperança" – a misericórdia infindável de Deus para com os homens;
· Não questionar, mas entender os atos de Deus (vs.37-39), castigo de pecado para levar ao arrependimento (vs.31-33). Stephens-Hodge ao comentar sobre crianças de peito que desfaleciam em busca de pão, "Sofrimento tal como esse é sempre um profundo mistério: mas nem mesmo uma criança pode ser considerada isoladamente". W.F. Adeney "É uma monstruosidade acusar a providência de Deus por causa das conseqüências das ações que Ele tem proibido". Na soberania de Deus, nada pode acontecer sem a permissão d'Ele. Quando Ele permite sofrimento, na Sua misericórdia fará emergir o bem do mal (Rm. 8:28).
· Sentir junto ao ver (v.1) – pessoal e corporativo como Neemias na confissão de pecado do povo. "Sofrimento pessoal (de Jeremias) e representante típico do povo" (Gaster).
· Lamentar com sinceridade, colocando-nos juntos no sofrimento e no pecado da humanidade, vs.40-42, na identificação com a pecaminosidade humana.
· Rogar, clamar com choro incessantemente até a misericórdia de Deus se manifestar, os pecadores se arrependendo, vs. 49-51. Harrison diz que podemos acreditar em uma divindade tão imutável e digna de confiança, e orar em completa submissão à Sua vontade soberana, que Ele olhe novamente com favor para seu povo. 
· Advertir e proclamar para levar ao arrependimento, v.29 – "ponha a boca no pó", a forma oriental de reconhecimento da indignidade, se prostrar em submissão total.  

IV. Ter certeza do final de todas as situações
· Deus ouve o clamor do Seu povo - v.56.
· Deus vem e se faz presente - v.57.
· Deus consola e assegura - v.57b "Não temas".
· Deus defende dos inimigos - v.58 – punição dos inimigos.
· Deus salva - v.58b "remir a minha vida".

Walvoord e Zuck mencionam sete princípios da natureza da aflição de Israel:
(1) Aflição deve ser aguentada com esperança na salvação de Deus, ou seja, a restauração final (3:25-30).
(2) Aflição é somente temporária e é amenizada pela compaixão e amor de Deus (vs.31-21).
(3) Deus não se regozija na aflição (v.33).
(4) Se a aflição vem por causa de injustiça, Deus a vê e não aprova (vs.44-46).
(5) Aflição ultimamente veio por causa dos pecados de Judá (3:39).
(6) Aflição deve cumprir o objetivo de trazer o povo de volta para Deus (v.40).
 
Devemos pregar o arrependimento igual como fazemos em qualquer situação também de bem-estar. Mas também devemos assegurar da misericórdia de Deus. A diferença está na ministração efetiva integral em contexto de grande sofrimento. Primeiramente nós mesmos precisamos ter o coração de compaixão, de identificação com o sofrimento dos povos e com a pecaminosidade do ser humano, chorar compungido rogando a Deus pela misericórdia, e a agir com compaixão como socorristas.

"O âmago do poema, tanto literal como espiritualmente, é a passagem central do capítulo central. Cinco vezes ocorre a palavra 'esperança'. A aflição cumpre seu trabalho de humilhar (v.20). O sofredor compreende o seu significado e grita: tenho 'ESPERANÇA' (v.21). A nova esperança está apenas em Deus, como mostra o contexto. Isso é de novo enfatizado quando o poema termina -         
"Tu, Senhor, reinas eternamente' (5:19). A oração final do poema será ainda cumprida, 'Renova os nossos dias como dantes' (5:21)." Baxter

E quanto à pergunta de todo o tempo de "Por que o justo sofre?", quanto aos inocentes sofrendo grandemente em catástrofes? "Ultimamente há profundidade nas ações de Deus que o homem finito não pode entender. A revelação de Deus em palavra e em ação mostra consistentemente sua justiça e amor em aliança; porém há sempre um resíduo de experiência humana que exige que curvemos a uma sabedoria alta demais para nossa compreensão. Encontramos o exemplo supremo na cruz e no grito de Jesus em Marcos 15:34. Por isso cada teoria fácil da Expiação tem falhado há muito tempo, pois há profundidades no Gólgota que passa a compreensão humana. Somente quando na glória veremos o livre arbítrio e a predestinação reconciliados que também compreenderemos como a soberana vontade de Deus é compatível com sua justiça e amor de aliança com o seu povo." H.L. Ellison
  
"A minha porção é o Senhor, diz a minha alma, portanto, esperarei nele".
Lamentações 3:24



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Bibliografia
Baxter, J.Sidlow, Examinai as escrituras, Jó e Lamentações, Vida Nova, 1993.
Harrison, R.K., Jeremias e Lamentações, introdução e comentário, Vida Nova, 1996.
-----------, Introduction to the Old Testament, Tyndale, London, 1970.
L.E. H Hodge in "O Novo Comentário da Bíblia", p.785, Vida Nova, SP, 1985.
Ellison, H.L. in "The Expositors Bible Commentary, Old Testament", Vol. 6, p.699, Zondervan, Michigan, 2002.
Keil, C.F., Introduction to the Old Testament, Hendrikson, Mass., 1991.
Walton, J. H., Matthews V.H., Chavalas M.W., The Bible Background Commentary, Old Testament, IVP,
Downers Grove, 2000.
Walvoord, John F. e Zuck, Roy B., edit., "The Bible Knowledge Commentary", p. 1210, Victor, Colorado, 2005.

AUTOR

Margaretha N. Adiwardana

É Presidente/Fundadora da AME, membro da Missions Commission da WEA – World Evangelical Aliance; missionária associada da IEM – Indian Evangelical Mission, professora de missiologia, coordenadora da Rede SOS Global.

Fonte: http://www.vidanova.com.br

 

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Empreendedorismo e Inovação - Brasil Competitivo

Olá Gente!

O professor Wellington Fernades indicou o Endeavor Brasil como fonte de material e palestras sobre empreendedorismo e no dia 27/07 aconteceu o 8º Congresso Internacional Brasil Competitivo, em São Paulo.  O artigo abaixo trata da fala de Luciano Almeida, Secretário Estadual de Desenvolvimento, sobre a importância da matéria ser inserida no currículum do ensino médio. Levando em consideração o processo de formação cultural do povo brasileiro, isso poderia contribuir para romper o estigma de explorados e exploradores. Nós também podemos contribuir para ajudar na formação de um povo empreendedor, que não se coloque na situação de vítima e mendigo social, além de apontar para um modelo onde o desenvolvimento não ocorra as custas do meio ambiente e exploração das pessoas, mas que seja algo que traga desenvolvimento social.

Abraços
Lauberti Marcondes

Cultura da Inovação passa por mudanças no ensino médio

Uma mudança profunda na cultura da inovação no Brasil passa necessariamente por uma modificação na lógica na educação, defende o secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Luciano Almeida. Para o secretário, que participou na terça-feira (27) do 8º Congresso Internacional Brasil Competitivo, em São Paulo, a disciplina de empreendedorismo deve fazer parte do currículo do ensino médio.

“A grade curricular no Brasil está desfocada. Por isso, há uma grande evasão escolar. O que os alunos aprendem não condiz com a realidade que vivem em casa ou na rua”, disse ele. “O pré-adolescente e o adolescente precisam incorporar conceitos inovadores e levá-los para os negócios da família, de amigos, ou criar sua própria empresa no futuro.”

A idéia é corroborada pelo presidente do Conselho da Endeavor, Beto Sucupira. “Técnicas de resolução de problemas não são administradas em nenhuma escola de administração do país. Problemas são o que mais existe nas empresas. Para solucioná-los é preciso ousadia e inovação. A educação empreendedora deve começar cedo e se estender por toda a vida acadêmica do individuo, seja para trabalhar como empregado ou como empregador.”

No evento, representantes de multinacionais, de universidade e empresários brasileiros debateram os rumos da inovação no País. “Hoje, quando pensamos em inovação, o principal gargalo é encontrar mão de obra qualificada”, disse Jorge Audy, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da PUC do Rio Grande do Sul. Segundo ele, o papel da educação é fundamental para o desenvolvimento da cultura inovadora no país.

Neste ponto, segundo ele, as universidades, mais que formar, têm de qualificar os alunos. “Existe um grande número de alunos que passam no curso, mas desistem. O número de evasão chega a 75%. É preciso acabar com isso”, disse.

O fundador do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Jorge Gerdau, disse acreditar que o verdadeiro processo de inovação está subdimensionado no país. “A nossa cultura histórica forma militantes, gente que pensa pouco e obedece muito. A prosperidade da sociedade está diretamente relacionada à inquietação das pessoas.”

Reforma tributária e fiscal

Além da educação, os debatedores reafirmaram a importância da inovação no setor público. “Para o Brasil crescer é importante vencer obstáculos, como por exemplo, a reforma tributária, a legislação ambiental, a burocracia, questões trabalhistas e atraso na educação”, disse Gerdau.

Segundo Sucupira, atualmente o Brasil investe apenas 1% do Produto Interno Bruto em inovação, sem foco e eficiência na sua aplicação. “Investimos pouco e mal. Precisamos cobrar do governo a promessa feita em 2003 de chegar a investimentos de 2% do PIB. O prazo se esgotou em 2006.”



quarta-feira, 28 de julho de 2010

Será que na igreja existe a pessoa certa para o lugar certo?

Ola Gente!

Em nosso módulo sobre gestão de pessoas com o Tácito Maranhão, vimos um pouco desta questão, que Caroline Tofanelo abordou em seu artigo para o Instituto Jetro.

Abraços

Lauberti Marcondes

"Todos aprenderiam que cuidar do meio ambiente não é coisa só de ambientalistas; antes é cuidar do jardim onde Deus nos colocou...para cultivar,... mas também para cuidar do que chamamos meio ambiente" (Marina Silva em sua palestra sobre o Meio Ambiente no 2º Congresso Brasileiro de Evangelização em 2003, quando ainda era Ministra do Meio Ambiente).

A pessoa certa no lugar certo

Caroline Depieri Tofanelo
Publicado em 26.07.2010

Muitas vezes vemos líderes pensando em como colocar "a pessoa certa no lugar certo?" A resposta para essa pergunta não é algo tão simples, primeiramente porque não existe a pessoa certa ou errada, e sim indivíduos com características das mais variadas, competências, habilidades, e que podem ou não se enquadrar às necessidades do posto que queremos preencher. É aí que vem o segundo ponto importante: como é este lugar certo exatamente? Quais serão suas funções? Que tipo de perfil estamos procurando para ocupar esta cadeira, para realizar este trabalho?

Se não tivermos esta resposta muito bem definida será difícil acertar na colocação da pessoa. Devemos considerar que alguém que estava se destacando brilhantemente em seu trabalho, pelo qual parecia obviamente merecer uma "promoção", pode ser um desastre em outra posição que talvez exija dele algo além do que ele possa corresponder, ou até mesmo possa deixar a desejar, vindo a desmotivá-lo perante suas expectativas.

Então, em qualquer forma de colocação de pessoal, remanejamento ou seleção, devemos começar traçando o perfil do profissional para nossa vaga e o que esperamos de seu desempenho. É preciso atentar-se a todos os aspectos do trabalho que será realizado, tais como, grau de relacionamento com pessoas, necessidade de utilização de informática e tecnologia, nível de instrução necessário, rotinas, carga horária, enfim...

Depois de descrita claramente a função, a questão será selecionar a pessoa adequada a ela. Será preciso falar em público? Logo, não poderá ser alguém muito reservado, tímido. Haverá muitos controles rotineiros, organização de documentos detalhados? Um candidato ansioso e mais ativo terá certa dificuldade nesta função. Exigirá redigir cartas, documentos, ofícios? Será preciso ótimas habilidades de escrita para que o trabalho não seja comprometido.

Competências como estas e outras podem ser detectadas a partir de experiências anteriores, informações curriculares, e sem dúvida em uma boa entrevista com os candidatos. Se for necessário é possível utilizar um roteiro auxiliar, algumas questões formuladas anteriormente e já relacionadas às competências que queremos investigar, para assim não deixarmos passar nenhum ponto importante na hora da entrevista. Apenas tomemos o cuidado de não fazer anotações, asteriscos ou observações durante a conversa, pois isto pode deixar os entrevistados ainda mais ansiosos, querendo tentar adivinhar o porquê de cada anotação e acabar não tendo o desempenho que poderiam nas respostas.

Também existem ferramentas de traços de perfil comportamental ou até mesmo testes de personalidade que podem ajudar na avaliação de candidatos, mas neste caso é preciso muita atenção na hora de verificar os resultados, pois somente profissionais habilitados para a análise de cada material serão capazes de interpretá-los da forma correta. Ao utilizar uma ferramenta que baixamos da internet, ou até mesmo ao reproduzir um teste que nós mesmos já utilizamos, sem os devidos cuidados da interpretação, corremos o risco de "rotular" as pessoas, de dar devolutivas erradas e ainda de perder talentos significativos pelo desconhecimento da ferramenta como um todo. Nestes casos, é possível contar com o trabalho de agências, psicólogos ou consultores qualificados.

Nas instituições religiosas, justamente por lidar diretamente com a emoção e a espiritualidade das pessoas, o cuidado deve ser ainda maior, pois além de um trabalho, elas podem estar a serviço de uma obra, podem buscar ali uma auto-realização, algo que gostam de fazer realmente. Neste momento o direcionamento correto será fundamental para que ela continue a desenvolver-se no que está buscando.

E gostar do que fazemos é fundamental para alcançarmos o sucesso e obter resultados positivos nos dias de hoje. Quando gostamos de algo, seja na vida profissional ou pessoal, colocamos ali não apenas nossas habilidades e conteúdos apreendidos, mas colocamos prazer, afeto, atenção, zelo, expectativas e dedicação. O trabalho deixa de ser mecânico e monótono e passa a ser espontâneo, alegre.

De modo geral, para recrutar, avaliar e selecionar pessoas não existe fórmula, nem manual que se encaixe em todas as situações. O que temos são técnicas, ferramentas e a experiência vivenciada que nos mostra que quanto maior o levantamento de informações e o conhecimento do indivíduo que está sendo avaliado, mais provável de conseguirmos um resultado positivo em colocá-lo no "lugar certo". Desta forma poderemos aproveitar ao máximo o desenvolvimento de suas capacidades e permitir que cada vez mais ele consiga realizar-se em sua função.

Fonte http://www.institutojetro.com/

terça-feira, 20 de julho de 2010

02 de agosto no Betel: Igreja Emergente

Ola Gente!

No dia 02 de agosto, o Seminário do Betel Brasileiro em São Paulo, promoverá um bate bapo  com Sandro Baggio, Mauro Meister e Jonas Madureira sobre a Igreja Emergente, caso se interesse, confirme presença até 29/07 na secretaria (3105-5845), pois as vagas são limitadas.

Abraços
Lauberti Marcondes
http://diaconia-integral.blogspot.com/


sábado, 17 de julho de 2010

EMPREENDEDORISMO SOCIAL

Empreendedorismo não pode ser ensinado, mas pode ser aprendido. Com profundidade foi nos relatado, pois empreendedorismo social é realizar, criar algo que beneficie a comunidade em geral ao seu entorno, e não apenas há um grupo determinado.

O professor Wellington destacou ainda a importância de esperarmos mais de Deus, tendo em vista que muitos aguardam mais das instituições e das pessoas.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

17/07 - "IGREJA" - Plano de Deus ou Projeto do Pastor?

Olá Gente!
Estas palestras estão sendo proferidas por gente profundamente comprometida com o Reino de Deus, com ministérios provados ao longo dos anos, mas que se mantém humildes, como convém aos servos de Cristo. Vale a pena colocar na sua agenda.
Abraços
 
"IGREJA" - Plano de Deus ou Projeto do Pastor?
Com Ricardo Bitun
Olá,
  
Para você que esteve conosco nos Seminários do Mauricio Cunha, Ricardo Barbosa, Hernandes Dias Lopes e Ariovaldo Ramos o "Ministério Missão na Íntegra" tem o prazer de convidá-lo para a nossa próxima Palestra, que será realizada no dia 17 de Julho (sábado).
Você que ainda não participou, esta é sua oportunidade.

Teremos a Honra e a benção de contar com o Pr. Ricardo Bitun
Data: 17 de Julho (Sábado
  • Palestrante: Ricardo Bitun
  • LocalSeminário Servo de Cristo (ao lado da Estação Vila Mariana) 
  • Tema: "IGREJA" - Plano de Deus ou Projeto do Pastor? 
  • Louvor:  Gerson Borges
  • Inicio: 10:00
  • Almoço 12:30
  • Retorno: 13:30
  • Intervalo: 14:45
  • Término Previsto:16:00
Favor confirmar sua presença pelo site (clicando aqui): www.missaonaintegra.com.br ou pelo telefone (11) 2615-2037 / (11) 9279-9646.

O conteúdo dos Seminários Anteriores já está à disposição:
  • Mauricio Cunha - Uma igreja Relevante para a Sociedade
  • Ricardo Barbosa - Uma Espiritualidade Relevante
  • Hernandes Dias Lopes - "Paulo - Modelo para Igreja Contemporânea"
  • Ariovaldo Ramos - "Uma Igreja Relevante para o Pobre"
Teremos sorteio de CD's, DVD's e livros.


Atenciosamente,


Thiago Almeida (11) 9279-9646 / 2615-2037

"Seminários Relevantes, para pessoas Relevantes"

quarta-feira, 30 de junho de 2010

As chuvas em Alagoas e as ações do Reino

Olá Gente !



E Um Momento Delicado Para os municípios Desta Região atingida Pelas Chuvas Intensas , Mas EXISTE gente Disposta ajudar um .



Lauberti Marcondes





ALGUMAS Igrejas e Organizações Estão os se mobilizando ajudar Para as Vítimas desastre deste.

  • Iniciativa do Seminário Presbiteriano do Norte ( Igrejas Presbiterianas )
Informações Aqui

Contato: Pr . Sérgio Lyra - srlyra@gmail.com

Dados Bancários :

BRADESCO Ag , 1230 | CC 25,641-2

  • Fraternidade Teológica Latino- Americana ( FTL)
Contato:

Em Alagoas , Pr . Wellington Santos - wellodja@terra.com.br

Em Pernambuco, Paulo de Bultrins - paulobultrins@hotmail.com

Dados Bancários :

CAIXA ECONOMICA AG : 2391 | C / C: 194-2 - Op . 003 ( IGREJA BATISTA DO PINHEIRO - CNPJ: 12.374.310/0001-55 )

  • Secretaria de Missões Sinodal do PE- SSC ( Sínodo Presbiteriano )
Contato: Pr . Eraldo Gueiros ( projetoapocalipse111@yahoo.com.br )

  • Visão Mundial
Panelinha Aqui!

  • SOS - Global AME ( )
Contato:

BASE AME : (11) 5643-9685 - Terra @ amebrasil . com.br

Dados Bancários :

BRADESCO Ag . 2036-2 | C. Poupança 28738-5 (com final 20 centavos ).

  • Diaconia e Comitê Ecumênico
Contato: 81 2121-5910 , Ramal 4843

Mais Informações AQUI!

  • Igreja Assembléia de Deus em Alagoas
Informações AQUI

  • Voluntária : Adriana Silva ( drikingskids@hotmail.com )
  

Fonte: http://ultimato.com.br/blogs/paralelo10/2010/06/saiba-como-ajudar-as-vitimas-das-enchentes-no-ne/





quinta-feira, 24 de junho de 2010

16 e 17 de julho: Liderança e Empreendedorismo Social

Olá Gente!
 
Os 2 módulos de Desenvolvimento Comunitário com o Marcel do CADI - PR foram ótimos, pois a Igreja realmente precisa despertar para as intervenções sociais que tragam as marcas da paz, justiça e amor do Reino de Deus. Creio que o próximo módulo também será muito importante, pois sinaliza para questões que envolvem atitudes de liderança, pró-atividade e empreendedorismo para fazer as coisas acontecerem. Como o curso é modular, mesmo as pessoas que não estão matriculadas na pós-graduação de missão integral, podem participar dos módulos isolados, é só entrar em contato com a secretaria do Betel (www.betelbrasileiro.com.br) e verificar as condições.
 
Abraços
 
 

Próximo Módulo: Liderança e Empreendedorismo Social

Palestrante: Profº Wellington Fernandes Silva

Data: 16 e 17 de julho

Local: Seminário Teológico do Betel Brasileiro em São Paulo.

 

WELLINGTON FERNANDES: Licenciado em Letras e pós-graduado em Língua Inglesa e Pedagogia Social, leciona na Universidade Estadual de Montes Claros – MG e no Seminário Teológico Batista do Norte de Minas. Consultor em Desenvolvimento Humano e Social, o professor Wellington é credenciado pelo IGETEC (Instituto de Gestão Organizacional e Tecnologia Aplicada) com sede em Belo Horizonte. Trabalha há mais de 20 anos com o Terceiro Setor tendo passado também pela Gestão Pública. Trabalha com Planejamento Estratégico e ministra palestras sobre Educação e Desenvolvimento na perspectiva do empreendedorismo, tendo realizado pesquisas no Brasil e no exterior e participado, com outros especialistas brasileiros, da construção de Tecnologias Sociais aplicadas aos referidos temas. Desenvolve ainda alguns projetos de publicação, dentre eles, um livro intitulado Empreendedorismo Bíblico que propõe uma ruptura com a visão estereotipada do tradicional conceito de sucesso.

 

Contamos com a sua presença!

 

Em Cristo,

 

Ana Paula

Secretaria do Curso


 

domingo, 20 de junho de 2010

Consulta FTL 2010 - Ronaldo Cavalcante

Olá Gente!
 
Entre 03 e 05 de junho de 2010 no Rio de Janeiro, ocorreu a Consulta da Fraternidade Latino Americana para avaliar os caminhos da Missão Integral, desde o Congresso de Lausanne em 1974 na Suiça, até nossos dias. Além da trajetória histórica do movimento, a intenção também foi apontar os descaminhos e os desafios para aqueles que pretendem exercer um ministério relevante para esta geração, tendo a vida, os ensinos e o ministério de Jesus Cristo como referência. Temos aqui, a conferência de Ronaldo Cavalcante, alguém que tem procurado encarnar esta visão.
 
Abraços

Lauberti Marcondes
http://diaconia-integral.blogspot.com
 
Conferência: Caminhos, Descaminhos e Novos Desafios para a Teologia da Missão Integral e pelo Movimento de Lausanne – I – Ronaldo Cavalcante.

Introdução
Parece não haver mais dúvidas acerca da religião como fator constitutivo da cultura brasileira e de sua identidade social aberta aos fenômenos religiosos, contrariamente às premissas da modernidade racionalista que postulavam o banimento de qualquer tipo de explicação da sociedade a partir de uma cosmovisão religiosa, qualquer que fosse. Contudo, verifica-se também aqui a presença de interessantes e eficazes elementos secularizantes. Quer dizer, o sincretismo brasileiro, tão forte nos inícios da nação "cordial", revigora-se e promove o encontro de um mundo ainda encantado, mágico e religioso, ao som de sinos, atabaques, mantras e cânticos sagrados com o entzauberung der welt – em que ciência, técnica e tecnologia de ponta forjam uma nova sociedade em detrimento do "exílio do sagrado", ao som de bips, alarmes e celulares – os ruídos de um novo tempo!

Creio ser oportuno pontuar que grande parcela da religiosidade brasileira atual, está moldada pelo segmento cristão, como também o seu imaginário e dinamismo do cotidiano popular. Sem esquecer ainda que o cristianismo brasileiro constituiu-se, primeiramente com a presença massiva, hegemônica e normatizante do catolicismo ibérico tridentino (séc. XVI em diante); posteriormente, com o chamado protestantismo histórico, anglo-saxônico e anglo-americano de imigração e missão (séc. XIX em diante), já incluído aí o pentecostalismo; e por último, o denominado neopentecostalismo (final do séc. XX em diante), agregando elementos "novíssimos", sincréticos e insólitos ao já rico panteão religioso nacional. Apenas por esses dados iniciais, estaria mais que legitimada do ponto de vista empírico uma investigação minuciosa relativa ao fenômeno em si; hoje, maximizado e com um espectro multifacetado; como também e principalmente o lugar que o mesmo ocupa na cultura brasileira como um todo.

Percebe-se também que a tradição cristã sempre cultivou a prática de algum tipo de formação teológica pari passu com o seu fenômeno religioso. Portanto, uma questão importante seria entender a devida relação entre esses dois campos. De um lado, o fervilhar pastoral da experimentação cristã de um tipo de "sagrado selvagem" e do êxtase arrebatador da liberdade em Cristo com todos os seus matizes e cores tratando de "iluminar a dor" da existência humana com o recurso nada modesto de conectar-se ao transcendente, ao "totalmente outro", buscando assim minorar o sofrimento e superar a indigência material e a exclusão social, além de salvaguardar a certeza de um futuro melhor do que o atual presente de misérias. Por outro lado, a necessidade de normatização e regulação da fé – regula fidei do fenômeno religioso por meio de uma compreensão da mesma – intellectus fidei; impondo regras e limites hermenêuticos na leitura da Escritura e que simultaneamente impõe balizamentos ético-morais do agir cristão orientando, coibindo os excessos e fazendo com que a riqueza da religiosidade atue de forma consciente e crítica como força agregadora na construção de um ethos que reflita a dignidade e caráter de Deus. Portanto, a ação reflexiva e oportuna de uma boa teologia contextual, não por diletantismo ou mesmo soberba, mas antes pela necessidade de que os saberes da espiritualidade cristã, da cidade de Deus escondidos na Escritura se articulem com os saberes da humanidade, da cidade do homem para a melhor promoção da vida e humanização.

I. Os caminhos desencaminhados...
Já, há um bom tempo, após muitos estudos, pesquisas e reflexões, e a partir de uma performance conhecida, porquanto recorrente, que pudemos localizar o problema evangélico brasileiro como sendo o de uma anomalia de identidade. Anomalia que possibilitou uma constatação factual: não sabemos mais quem somos ou o que somos, quer dizer, temos a resolver um dilema ontológico. Esse é de fato um problema estrutural, basilar e de magnitude considerável uma vez que deflagrou problemas corolários imprevisíveis e que para não poucos são também "problemas coronários", ou seja, um local de situações quase sempre desgastantes, estressantes e mal resolvidas – constituindo-se num espaço de enfermidade – exatamente pela acumulação e sobreposição das mesmas.

A guisa de aproximação façamos o necessário recorte: somos, nós da FTL, em nossa grande maioria, cristãos protestantes, oriundos de igrejas históricas que, muito embora, nossa razoável formação cristã proveniente da insistência na Escola Dominical e, no caso do clero, de seminários e faculdades de teologia, a verdade é que fomos incapazes de superar nossas especificidades denominacionais em nome da causa maior do Evangelho: a Unidade cristã – estamos e somos desunidos, essa é a nossa vergonha; vivemos em ilhas formando um imenso arquipélago, cada vez mais fragmentado (tipo de divisão celular descontrolada) e à deriva. Encontros como esses, proporcionados pela FTL, são verdadeiros (e importantes) "faróis" para nossa orientação e lugar de descanso momentâneo na dura convivência com o nosso dilema. Tal situação (de alienação uns dos outros) se solidificou exatamente pela complexidade interna de cada ilha denominacional impedindo que esforços pela unidade lograssem êxito.

Concomitantemente, estamos aqui porque acreditamos que a idéia, a proposta da Missão Integral emanou e nos veio ao encontro, a partir do próprio Evangelho que descreve o ministério de Jesus como tendo, por um lado, essa dimensão de "integralidade" e, por outro, guardando certa reserva ao estruturalismo eclesiástico, porquanto privilegia explicitamente as relações pessoais em detrimento das conjunturas institucionais, já chamado entre nós de "intitucionalismo patológico" (G. Alencar). A estrutura eclesiástica é importante como serva do Evangelho. Mas não é constitutiva. Ela é uma questão de "bene esse" da Igreja e não de "esse", ou seja, o que está em jogo não é o "ser", e, sim, o "bem estar" da Igreja, como nos diz G. Brakemeier. Isso implica em que o caráter institucional da Igreja tem uma importância secundária quando comparado com o testemunho da fé.

A evidência recuperada do Evangelho desse caráter integral da missão foi exaustivamente explorada e ressaltada nesses 36 anos de caminhada, desde Lausanne, 74. Nossos pioneiros da Missão Integral, brasileiros e latino-americanos, etc., nossos mestres, aqui nos brindaram, enriquecendo-nos com esse resgate. Em meio ao caos da igreja evangélica brasileira esta visão do Evangelho nos alimenta a esperança para continuar caminhando.

Entretanto, parece ser que a mensagem da Missão Integral, não identificada com um denominacionalismo protestante, presente de forma cristalizada nas igrejas históricas, nem tampouco como o movimento pentecostal, herdeiro tardio das correntes avivalistas dos séculos XVIII e XIX e muito menos ainda com o movimento ecumênico, mais ligado ao mundo acadêmico e às teses do liberalismo teológico e da neo-ortodoxia, e que, enfatizando mais a missão e evangelização num sentido mais abrangente, tal mensagem, ficou restrita a uma minoria remanescente desses três segmentos citados, sem envolvimentos denominacionais maiores, somado a uma crítica contumaz aos excessos do pentecostalismo (a gente era feliz e não sabia!!!) e ainda um distanciamento, aliás, mutuamente estigmatizante do movimento ecumênico.

Este modus operandi de isolamento, inconsciente ou não, nos segregou ainda mais, uma vez que nos afastou também da necessidade e exigência de uma boa formação teológica nos impedindo de renovarmos nossa identidade com aportes, tanto da espiritualidade cristã clássica, como também das várias e ricas tradições protestantes, bem como da própria teologia da libertação e da leitura popular da Bíblia. O resultado foi que, a mensagem da Missão Integral, apenas pode ser desenvolvida e encontrada em determinados grupos para-eclesiásticos (abu/mpc/jovens da verdade/vpc/visão mundial, e muitos outros...), em congressos e consultas ocasionais, em ministérios individuais e especialmente na FTL.

Para tornar ainda mais complexa a situação, deve-se mencionar que não contávamos com o surgimento do "rolo compressor" do neopentecostalismo que pela sua agressividade atropelou com violência os três segmentos citados criando uma situação de "inundação religiosa", caótica e anômica, portanto descontrolada, mas que surpreendentemente parece abrir espaço, face ao esgotamento, para algo mais singelo como a Missão Integral em sua simplicidade evangélica. Quer dizer, perante o colapso do fenômeno evangélico, a possibilidade de volta ao Evangelho torna-se concreta e plausível.

Um fato é inquestionável: a ausência da mensagem da Missão Integral favorece o crescimento e fortalecimento da bizarrice carismática, por um lado e do radicalismo doutrinário, por outro. Senão vejamos:

1. Carismatismo e utilitarismo religioso – que empreende tanto uma leitura individualista quanto materialista da Escritura e da vocação da igreja, estimulando um tipo de hedonismo religioso e um aburguesamento da fé criando uma cultura de gueto paralela, cujo pragmatismo exclui qualquer tipo de abordagem mais crítica; absolutizando a experiência e legitimando o mundanismo consumista em nome de Deus – um simulacro do mundanismo legitimado.

2. Dogmatismo neofundamentalista – empreende uma leitura redutora, e, portanto, não integral do mistério da fé. Busca chegar às fórmulas doutrinais perfeitas, definindo e sintetizando a essência do cristianismo em palavras, num tipo de teologia positiva. E que, definindo, age por exclusão, pois se tem a convicção de posse da verdade e de poder manipulá-la ao bel prazer. Um Deus sem nenhum mistério e experimentado no interior da coisificação religiosa. Enfim, tal postura faz de Deus um ser domesticado, engaiolado – um simulacro da verdade objetivada.

II. Descaminhos encaminhados...
Não obstante, tal condição, torna-se um tempo de oportunidades de fé – Não ignoremos jamais a definição de fé extraída das Escrituras: "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem" (Hb 11,1). Não ignoremos igualmente, o significado supremo de que "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus..."(Hb 11,6). A fé somente tem sentido a partir da ausência. Ou, também como nos diz o próprio Senhor: "Bem-aventurados os que não viram e creram" (Jo 20,29), pois "a fé vem pelo ouvir" – fides ex auditu ( ). Realidades presentes não exigem fé, descartam-na! Ao contrário da presentificação divina atrelada ao poder institucional, manifesto numa estética de empoderamento das almas, tanto no carismatismo utilitário, quanto no dogmatismo neofundamentalista, que igualmente e há seu tempo, descartaram a profecia em detrimento da monarquia na história bíblica do povo de Deus, a fé depende da ausência, a ausência outorga significado à fé, fazendo da desinstalação do "arameu errante" e da "noite escura da alma", lugares e caminhos de teofanias e epifanias.

Ao sentirmo-nos fracos e impotentes, creio, poderemos rearticular a mensagem da Missão Integral, em meio à precariedade evangélica do nosso país – ausência, fraqueza, loucura, são sinais de possibilidades. Possibilidades de fazermos novamente discipulado, de lutarmos por uma boa educação teológica dos nossos futuros pastores, discutirmos novamente o conceito de "princípio protestante", de buscarmos os "lugares" perdidos da espiritualidade cristã e a participação da igreja, por meio do diálogo: na cidadania, na luta pelos direitos humanos e nos temas da cultura brasileira, como a riqueza da nossa música, por exemplo. Quem sabe os princípios axiais da Missão Integral possam ser veiculados por uma nova música cristã.

Com isso, minha "sugestão" é que a mensagem da Missão Integral seja retomada de forma programática nos diversos núcleos da FTL, havendo concentração em pelo menos três grandes áreas de reflexão:

Área 01 – A Missão Integral propriamente dita. Com o devido espaço para um revisionismo crítico necessário. a) Histórico da caminhada (bibliografia especializada); b) Avanços e retrocessos do movimento; c) Temas centrais de sua teologia; d) Motivações e intenções do movimento; e) Atualidade e futuro da Missão Integral no Brasil.

Área 02 – Identidade protestante e espiritualidade cristã. a) Protestantismo e Escritura; b) Protestantismo e modernidade; c) Psique protestante; d) Protestantismo e educação teológica; e) Protestantismo e liberdade; f) Loci spiritualis da Escritura; g) Loci spiritualis dos Pais da Igreja; h) Loci spiritualis do medievo; i) Loci spiritualis protestantes; j) Temas atuais e fronteiriços da espiritualidade.

Área 03 – Cristianismo, Evangelho, igreja e cultura brasileira. a) Judaísmo e cristianismo; b) Cristianismo e helenismo; c) Evangelho e Reino de Deus; d) Igreja e Estado; d) Igreja e sociedade; e) Igreja, missões, evangelização e discipulado; f) Igreja, ética e moralismo; g) Igreja, etnia e inculturação; h) Fé cristã e pluralismo religioso; i) Cristianismo e mpb; j) Música cristã e o desafio da música gospel.

Bibliografia:

ALENCAR, Gedeon, Protestantismo tupiniquim: hipóteses da (não) contribuição evangélica à cultura brasileira. São Paulo: Arte Editorial, 2005.

ALMEIDA, Ronaldo, Dinâmica religiosa na metrópole paulista: São Paulo: CEBRAP, 2003.

________________,

AMORESE, Rubem (ed.), A igreja na virada do milênio: a missão da igreja num país em crise. Brasília: Comunicarte, 1995.

CAMPOS, Leonildo S., "O estudante de teologia candidato a pastor – contribuições das ciências sociais para uma análise da formação do futuro clero protestante brasileiro" in Revista Simpósio 45, vol. 10 (1), São Paulo: ASTE, 2003, pp. 5-22.

____________________, Teatro, templo e mercado: organização e marketing de um empreendimento neopentecostal: São Paulo/Petrópolis: UMESP/Vozes, 1999.

CAVALCANTE, Ronaldo, A cidade e o gueto: introdução a uma teologia pública protestante e o desafio do neofundamentalismo evangélico no Brasil. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.

GONDIM, Ricardo, Missão integral. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.

KOHL, Manfred W. e BARRO, Antonio C. (orgs.), Educação Teológica Trasnformadora. Londrina: Descoberta, 2004.

McALISTER, Walter, O fim de uma era: um diálogo, crítico, franco e aberto sobre a igreja e o mundo dos dias de hoje. Rio de Janeiro: Anno Domini, 2009.

SCHNEIDER-HARPRECHT, Christoph (org.) Teologia prática no contexto da América Latina. São Leopoldo: Sinodal, 1998.

YODER, John H., SOLANO, Lilia, PADILLA, Carlos, R., Iglesia. ética y poder. Buenos Aires: Kairós, 1998.

Fonte: www.renas.org.br

 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ecologia na Bíblia

Olá Gente.

No artigo, ECOLOGIA NA BÍBLIA, Damy Ferreira, que é bacharel em Direito, mestre em Artes Religiosas e pastoreia a Igreja Batista Central de Osasco, nos conduz através da palavra ecologia para dentro Bíblia.
Ele afirma que o termo foi usado a primeira vez por Ernest Haeckel em 1968, que vem do grego oikos e significa “estudo da casa”. Nosso planeta é a nossa casa. Segundo a Bíblia, é responsabilidade dos seres humanos, guardar e cuidar da Terra (Gênesis 2:15). Deus criou o primeiro ecossistema, dotou-o de todos os seus elementos, estabelecu o homem no contexto com a imcumbência de zelar dele.

Deus estabeleceu regras e cobrou do homem a sua prestação de contas. Em nossa missão, somos mordomos da natureza de Deus. Ele fala que na Bíblia, percebe-se o controle de Deus sobre a natureza que criara, o cuidado de Deus para com os animais e o cuidado de Deus pelo solo e pela fertilidade.

Damy Ferreira, extrai seis lições ecológicas do Milagre da Multiplicação dos pães (João 6:1-3):
a) organização na distribuição de alimentos;
b) oração de gratidão;
c) economia – uso racional dos recursos;
d) evitar disperdício; e) combate da poluição, recolhendo as sobras de cerca de 15.000 pessoas; e
f) coletores de lixo.

Quando chega na questão da ESPIRITUALIDADE, mostra como tudo esta conectado a Deus, e portanto, há uma relação espiritual entre Deus, o ser humano e a natureza. Afirma que a Bíblia sempre relata a reação da natureza contra o homem por causa da sua desobediência, destaque para Amós 4:6,7,9-13. O pecado do ser humano (espiritual) afetou a natureza também, por isso entende que a inimizade do Édem é desfeita por Jesus.

Ele é categório ao afirmar que, enquanto não chegam os novos céus e a nova Terra, o ser humano precisa reconciliar-se com Deus para harmonizar-se com o meio ambiente (2Co 5:19). Neste contexto, as igrejas cristãs têm um papel importante, e mesmo através de ações simples podem fazer muita diferença.

Obs.: Este texto é uma resenha do artigo Ecologia na Bíblia, extraída do livro Missão Integral: Ecologia & Socidedade.

Para mais informações acesse:
http://www.arocha.org.br/